Vegetarianismo, moda ou tendência?

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Esta é uma atualização de um post publicado em 19 de agosto de 2019, ou seja, a praticamente três anos atrás falando sobre o mercado em crescimento tanto de consumidores como de produtos que atendem a essa vertente, com exemplos e explicações coerentes e embasadas em fatos sobre a questão que ofereço a reflexão de vcs, vamos conferir?

O veganismo, segundo definição da Vegan Society, é um modo de viver (ou poderíamos chamar apenas de “escolha”) que busca excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade contra os animais – seja na alimentação, no vestuário ou em outras esferas do consumo. Portanto, no âmbito da alimentação, veganismo e vegetarianismo estrito são sinônimos.

Segundo a Vegan Society, o Veganismo é um modo de viver, que exclui, de uma forma simples e prática, todas as formas de exploração e crueldade contra animais, na alimentação, vestuário ou outras áreas de consumo, em termos dietéticos denota a prática de dispensar todos os produtos derivados total ou parcialmente de animais, e ele pode ser classificado da seguinte forma:

  • Ovolactovegetarianismo: utiliza ovos, leite e laticínios na sua alimentação,
  • Lactovegetarianismo: utiliza leite e laticínios na sua alimentação,
  • Ovovegetarianismo: utiliza ovos na sua alimentação,
  • Vegetarianismo estrito: não utiliza nenhum produto de origem animal na sua alimentação,
  • Pescetarianismo: O termo pode até soar estranho de primeira, mas a definição, na verdade, é bem simples, exclui todos os tipos de carnes consome peixes e frutos do mar e o
  • Flexitarianismo – que vamos complementar abaixo com mais informações.

Atualizado: 2022

Avanço Flexitariano

Segundo o estudo ‘O Consumidor Brasileiro e o Mercado Plant Based’, elaborado em 2020 pelo The Good Food Institute (GFI), 49% dos participantes afirmam ter reduzido o consumo de carne nos últimos 12 meses, e destes, cerca de 85% das pessoas disseram que experimentariam carnes vegetais que fossem idênticas às de origem animal. A região que lidera este movimento é o Nordeste, onde 53% da população afirma ter reduzido o consumo de produtos de origem animal.

https://www.svb.org.br/vegetarianismo1/mercado-vegetariano

O que é Flexitarianismo, seu conceito e princípios?

O Flexitarianismo foi desenvolvido pela nutricionista norte-americana Dawn Jackson Blatner. Assim, ela propõe uma dieta baseada na mudança gradual de alimentos e estilo de vida.

Desse modo, ela tem essa meta em contraponto ao vegetarianismo, que propõe que devemos comer apenas alimentos de origem vegetal. Além de que a profissional também leva em conta que o consumo de carnes e industrializados de forma desregrada, é difícil de ser alterado. Por isso, o Flexitarianismo é um meio termo entre esses dois lados.

Esse estilo de vida e de alimentação, pode ser um caminho também para abandonar o consumo de carnes e processados. Logo, ele é fundamentalmente um meio simples e bastante saudável de comer e conseguir suprir a energia que o organismo exige.

Entre os princípios de o que é Flexitarianismo, estão:

Contribuir para o meio ambiente e vida animal — o menor consumo de carnes promove mais ingestão de vegetais, impactando o ecossistema;

Consumir ao máximo a forma natural dos alimentos — sem temperos e conservantes; dar lugar para as proteínas vegetais ao invés das de origem animal; ingerir mais frutas, grãos e outros alimentos vegetais; diminuir o consumo de doces; comer menos carne.

Confira 5 dicas para adotar o Flexitarianismo

Veja agora como adotar essa dieta que promove a maior qualidade de vida e evita doenças relacionadas à alimentação.

1. Comece comendo vegetais sem tempero

Brócolis, couve-flor, quiabo, aspargos feitos no vapor podem ser o seu ponto de partida para aderir ao Flexitarianismo. Esses alimentos ficam com textura bastante macia quando feitos à base do vapor d’água, o que não exige a adição de temperos como o sal e azeite.

2. Reduza o consumo de açúcares e doces

Esses tipos de alimentos devem ficar fora da sua dieta flexitariana ao máximo. Portanto, escolha reduzir a cada dia o açúcar do café com leite, suco de laranja, do bolo, entre outras comidas.

3. Congele porções de feijão e outros grãos

Grãos como o feijão, grão-de-bico, lentilha e outros podem ser feitos em grande quantidade, como 1 kg ou mais, e depois congelados. Isso vai deixar sua rotina mais prática e garantir uma comida mais leve e saudável sempre.

4. Coma menos carne vermelha

Você pode consumir carne vermelha, mas poucos dias da semana. A dica é regular e equilibrar a dieta também, com uma carne branca como o peixe ou frango.

5. Consuma frutas

Mesmo que o consumo de frutas não seja o seu forte, comece devagar. Escolha uma ou duas frutas que tenha preferência e varie o consumo delas durante a semana. Além disso, você pode fazer sucos para mudar o formato e facilitar sua ingestão.

Dicas gerais para seguir o Flexitarianismo

O conceito, é uma junção das palavras flexível e vegetariana que vem se popularizando mundo afora e, não à toa, tornou-se um fenômeno mundial.

Dessa maneira, você certamente conhece alguém que opta por substituir o leite e o queijo pelas versões vegetais e veganas, não é mesmo? Aliás, essa classe de produtos tem se tornado cada dia mais acessível, saborosa e com grande variedade nas prateleiras.

Ademais, vale a pena incluir itens de todas as classes alimentares no cardápio diário: leguminosas, grãos integrais, hortaliças verde-escuras, frutas, legumes, oleaginosas e sementes. Desse modo, buscar ajuda de um nutricionista pode trazer clareza sobre substituições inteligentes e equilibradas.

Por isso, para quem busca aderir ao Flexitarianismo, a dica é começar diminuindo as porções ou elencando dias para o consumo de carne, restringindo três vezes por semana. Segundo Blatner, “uma alimentação sem gordura da carne é rica em fito químicos dos vegetais faz com que o organismo produza menos radicais livres – espécie de sujeira que provoca inflamações nas células”.

Vários fatores levam as pessoas a optarem por uma alimentação vegetariana, entre eles podemos citar:

Ética – Por não concordar com a forma que os animais em sua grande parte, frangos, porcos e bois, são tratados para o abate (confinamento) e devido aos mesmos serem sencientes, ou seja, porque tem a capacidade de sofre e sentir.

Saúde – inúmeros estudos científicos comprovam que cada vez mais o consumo de carnes está associado ao aumento de risco de doenças como diabetes, obesidade, hipertensão e até alguns tipos de câncer.

Meio ambiente – a ONU estima que cerca de 14,5% das emissões de gases do efeito estufa têm origem no setor pecuário e a maior parte do desmatamento da Amazônia tem sua origem na produção de carnes, laticínios e ovos.

Sociedade – o desperdício global de alimentos, uma vez que são consumidos de 2 a 10 kg de proteína vegetal (por exemplo, soja) para produzir apenas 1 kg de proteína de origem animal, considerando que 1 bilhão de pessoas que passam fome no mundo, portanto jogar toda essa comida no lixo é inaceitável.

No entanto, o vegetarianismo não é uma moda, é um estilo de vida, uma opção que o consumidor tem adotado seja, por qualquer dos fatores acima, fato que o torna uma tendência.

No Reino Unido, houve um crescimento de 360% no número de veganos na última década (2005-2015), nos Estados Unidos, o número de vegetarianos dobrou em seis anos (2009-2015), no Brasil em um universo de 30 milhões de vegetarianos, contamos com 7 milhões de veganos (IBOPE-2018).

Atualizado 2020

Dois anos depois, já em 2020, a Ingredion realizou uma pesquisa em parceria com a Consultoria Opinaia, onde os resultados apontaram que cerca de 90% dos brasileiros buscam uma alimentação mais saudável e nutritiva nos produtos vegetais. É o maior índice entre os cinco países pesquisados, cuja lista é formada por Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Em termos percentuais, o ranking dos três países mais interessados pelos alimentos vegetais é composto por Brasil (90%), Peru (89%) e Argentina (78%).

Os dados da pesquisa foram obtidos entre os dias 06 e 24 de março de 2020, por meio de entrevista online com 5,7 mil pessoas, maiores de 18 anos, em toda a América Latina. De maneira geral, o público tem uma predisposição relevante a consumir menos carne. Duas em cada três pessoas ouvidas pelos pesquisadores estariam dispostas a consumir menos carne. Há ainda a busca por hábitos saudáveis, com o consumo de mais água, frutas e verduras e reduzindo a quantidade de açúcar na dieta.

https://www.svb.org.br/vegetarianismo1/mercado-vegetariano

O estudo oferece indicadores que ajudam a entender melhor o comportamento do consumidor Latino-Americano. O cuidado com a saúde (56%) é o principal fator de decisão de compra dos alimentos Plant-Based em comparação aos similares de origem animal, seguido pelo quesito nutritivo (28%) e pela experiência de novos sabores (26%). De maneira geral, 67% dos entrevistados consideram a sustentabilidade das marcas muito importante.

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No quesito aceitação de produtos, as massas são as mais procuradas por 74% dos entrevistados, seguida de perto pelos iogurtes (73%), biscoitos (69%) e sorvetes (69%). Os principais atributos que o público geral busca em um produto é formado por preço acessível (61%), sabor agradável (57%) e facilidade de localização nas prateleiras (32%). Em contrapartida, o principal motivo da não compra de alimentos Plant Based nos países pesquisados está relacionado ao alto preço (59%). O tema alimentação é assunto de interesse de 73% dos entrevistados. No Brasil, apenas 1% diz não ter interesse sobre o assunto.

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Mais de um terço dos Latino-Americanos se identificam com alguma alternativa alimentar atual, segundo a Ingredion. Os números mostram que 37% dos entrevistados da região se reconhecem com movimentos como veganismo, vegetarianismo, Flexitarianismo ou Pescetarianismo. A grande maioria (80%) considera que as alternativas alimentares à base de vegetais são mais saudáveis, sendo que 44% adotam esse tipo de dieta para prevenir doenças e 39% para ter opções mais variadas. Para 42% dos entrevistados, a saúde e os cuidados pessoais são temas importantes em meio à pandemia provocada pelo Covid.

O mercado de produtos veganos tem crescido cerca de 40% ao ano segundo reportagem da Folha de São Paulo – parte de uma mudança de hábitos dos consumidores, especialmente jovens, que vem buscando uma alimentação mais consciente, saudável e sustentável

Atualizado 2020

De Janeiro de 2016 a Janeiro de 2021 o volume de buscas pelo termo ‘vegano’ aumentou mais de 300% no Brasil.

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Já existem, no Brasil, restaurantes vegetarianos e veganos, e um boom de lançamentos de pratos e lanches veganos em restaurantes e lanchonetes não-vegetarianas o que determina um caminho sem volta, reflete as tendências mundiais, com destaque para algumas grandes redes já lançaram boas opções veganas e estão tirando proveito desse mercado, como grandes players do mercado de alimentos, usando a diretriz do Plant Based.

Mais vegetais

A mais recente pesquisa da consultoria Inteligência em Pesquisa e Consultoria (IPEC), antigo Ibope Inteligência, realizada em fevereiro deste ano a pedido da SVB, reforça o avanço Flexitariano. As entrevistas foram feitas com um total de 2.002 pessoas em todo o Brasil e revelou que o público acima dos 35 anos está buscando dietas mais saudáveis, com mais vegetais e menor consumo de carnes. Os dados mostram ainda que 46% dos brasileiros com este perfil pararam de consumir carne, ao menos uma vez por semana, por vontade própria.

https://www.svb.org.br/vegetarianismo1/mercado-vegetariano

Outro dado interessante da mesma pesquisa que reforça a mudança no comportamento dos consumidores é que mais de 30% das pessoas já escolhem opções veganas em restaurantes e outros estabelecimentos. Os resultados deste ano impressionam, mas em 2018 a SVB já havia encomendado outra pesquisa – ao mesmo instituto, à época ainda chamado de Ibope – cujos números apontavam que 14% dos brasileiros se consideravam vegetarianos, e a maioria da população do país já estava disposta a escolher mais produtos veganos.

https://www.svb.org.br/vegetarianismo1/mercado-vegetariano

A transformação no perfil de consumo pode ser associada à grandiosidade do Programa Segunda Sem Carne (SSC), considerado o maior do mundo e cujas refeições distribuídas pelos parceiros superam a marca de 400 milhões, ao longo dos doze anos de existência do trabalho.

Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria das pessoas que reduziu o consumo de carnes (39%) possui o nível médio de escolaridade, seguido pelos ensinos superior (22%) e fundamental (19%). A maior parte do público (62%) mora no interior, enquanto 25% vive na capital e 14% nas periferias. Os números indicam que há um novo perfil de consumidor, mais adepto ao que chamamos de Flexitarianismo, que é quando as pessoas reduzem por vontade própria o consumo de carnes e derivados de produtos animais.

A região Sul do país, com 41%, lidera o ranking dos Flexitariano, seguido Nordeste (39%), Sudeste (35%) e Norte/Centro-Oeste (32%).

E você como empreendedor, investidor, proprietário de restaurante ou cozinheiro deve estar atento.

Como?

Preparando seu negócio, de forma gradativa e eficiente para atender a esse público crescente. Sim isso mesmo, incluindo opções vegetarianas em seu negócio.

Fonte:

Sociedade Vegetariana Brasil – http://www.svb.org.br

Vegan Society – ww.vegansociety.com

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